Pergunte-me como o Coaching, pode fazer você, atingir seus objetivos:

Percepções

O possuir, ter, "ser meu", são palavras conflitantes em nossas vidas. Porisso temos perdas. Existe um notório desequilíbrio entre o que realmente nos pertence. O que podemos naturalmente perder

Lembro bem quando "perdi" entes queridos, o que mais me afetou foi a sensação de impotência, o que era "meu pai", "minha mãe", "meu irmão", "meu primo", e tantos outros meus e minhas, saíram da minha área de visão. Faz parte de nossa formação cultural, sermos educados e desenvolver nossas percepções a partir do outro. Sem dúvida vivemos em um mundo múltiplo, ocorre que pouco se faz pelo desenvolvimento do ser como entidade individual, que apesar do outro temos um elemento, pouco trabalhado como a liberdade. Esta é minha explicação para sofremos tanto com as perdas

Por uma maravilhosa coincidência, tenho recebido emails de uma prima que faz muito tempo não nos encontramos. A sensação que tenho quando vou abrir seus e.mails, é que algo vai ser tirado de mim. Fiquei pensando sobre isto. Fui buscar a raiz desta percepção. Esta minha prima, tem me pedido algumas fotos da nossa infância. Veja a foto a seguir:

Era provavelmente a última foto de minha avó (3), recomendou meu Tio Manolo, fotografo oficial das nossas mais doces memórias. Realmente foi, uma semana depois esta noninha faleceu. O Tio Manolo queria que todos prestassem muita atenção na foto, observem que eu (2) e a minha prima (4), somos as únicas que atendemos ao pedido do nosso tio. O meu irmão João logo abaixo da figura 4, mostra para o Amadeu um brinquedinho. A Sonia logo à frente, estava preocupada com seu irmão Zezinho, que tentava fugir

Minha irmã Maria(1), está super contrariada na foto, porque foi obrigada a ficar junto com as crianças. Aliás, a Maria, esta sempre contrariada nas fotos, é uma brincadeira de família. Apesar do apelo de minha avó, segurando meu braço, como que pedindo amparo, eu desolada e muito triste, estava amparada no corpo da Maria, porque minha prima(4), estava segurando a minha boneca, em uma foto super importante... e ela segurou esta boneca, a noite toda. Olhando para a cena, o meu medo era que a minha prima levasse minha boneca embora. Meu Deus que perda seria.... Obviamente eu fui obrigada a emprestar a boneca para ela.

Vejam que esta percepção foi tão forte, que persistia até o penúltimo e.mail que trocamos. Parece-lhe muito simplória esta explicação?

Vários casos que tratei com a linha do tempo, como foi o que aconteceu com minha prima, basta a pessoa entrar em contato com a situação, via de regra esquecida, a crença é atualizada, deixando de ser limitante. Estas técnicas não mudam o passado, apenas tiram os traumas. No caso relatado o que ficou gravado em meu subconsciente, foi a situação vivida no momento. As lembranças que temos do passado, não são o passado. São percepções envolvidas por fortes emoções, e permanecem como verdadeiras, no nosso subconsciente. Ao entrar em contato com elas, via de regra são eliminadas ou ressignificadas.

No último e.mail como tratei na linha do tempo esta percepção, conversei longamente com minha prima e demos longas gargalhadas a respeito.

Gargalhadas a parte, o que você acha desta estória?

E as suas dificuldades com perdas têm alguma estória semelhante?

A criança que habita dentro de si, ainda reclama por algo perdido? ou quase?

Lembre-se que "o ter" e "o possuir" é muito forte na infância, somos egocêntricos por natureza nesta fase. Você deve lembrar como era difícil dividir, emprestar. Era?

   

 

 

 

 

 

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Elza Conte - Uma Coach que acredita em constante reconstrução.